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FALA DOUTORA: Ganha até R$ 5 mil e usa PIX? Seu bolso agradece, mas o Leão está mais atento


O brasileiro que acordou em 2026 com mais dinheiro no salário também acordou com mais medo do Fisco. A combinação de duas medidas — isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o monitoramento de movimentações bancárias acima desse valor, virou assunto de bar, redes sociais e grupos de família. Mas afinal: isso é alívio ou armadilha?

A resposta curta é: alívio no bolso, com mais responsabilidade fiscal.

A nova regra do Imposto de Renda isenta milhões de trabalhadores que antes viam parte do salário desaparecer todo mês na fonte. Para quem ganha até R$ 5 mil, o impacto é imediato: mais dinheiro para pagar contas, fazer mercado ou quitar dívidas. É uma das medidas tributárias mais populares dos últimos anos, e não por acaso.

O problema começa quando essa boa notícia encontra outra que assusta: bancos e fintechs passaram a informar à Receita Federal movimentações mensais acima de R$ 5 mil. E aqui mora o pânico, muitas pessoas acreditam, erroneamente, que isso significa taxação automática de PIX ou vigilância sobre cada transferência.

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Não é isso.

O que acontece, na prática, é um cruzamento de dados. A Receita não vê cada PIX, nem para quem você pagou o aluguel ou dividiu a conta do restaurante. Ela recebe apenas valores totais movimentados no mês. O objetivo é simples: verificar se o dinheiro que circula na sua conta faz sentido com a renda que você declara.

Movimentar mais não é crime. Declarar errado, sim.

Se uma pessoa declara renda baixa, mas movimenta valores altos de forma recorrente, isso pode acender um alerta. Não para cobrar imposto automaticamente, mas para pedir explicações. Herança, empréstimo, venda de bem, ajuda familiar, tudo isso é lícito. O problema é não declarar ou não conseguir comprovar.

Na prática, o recado do Estado é claro:
Você pode ganhar menos imposto, desde que seja transparente.

Para o cidadão comum, o impacto é direto no dia a dia:
quem é assalariado e formalizado tende a só ganhar;
quem faz “bicos”, recebe valores informais ou mistura contas pessoais com rendas não declaradas precisa organização;
quem usa PIX intensamente não será taxado por isso, mas deve manter coerência entre renda e movimentação.

Essa combinação de isenção e fiscalização marca uma nova fase da política tributária: menos imposto para quem ganha menos, mais controle para evitar sonegação. É uma mudança que mexe com o bolso, com hábitos financeiros e com a relação do brasileiro com o próprio dinheiro.

Em resumo:
✔️ a isenção é real
✔️ o monitoramento não é perseguição
✔️ o PIX não virou imposto
✔️ e o melhor investimento em 2026 talvez seja simples: organizar a própria vida financeira

Porque agora, mais do que nunca, o Leão não morde quem anda certo, mas observa melhor.


Colunista: Dra. Larissa Barreto Sant'Ana
Advogada


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