Trump diz que EUA vão administrar Venezuela até "transição segura"


"Vamos administrar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa. Não queremos nos envolver em colocar outra pessoa no poder e acabar na mesma situação que tivemos por um longo período de anos", disse o norte-americano.
De acordo com Trump, os Estados Unidos "estão lá agora".
"O que as pessoas não entendem — mas passam a entender quando digo isto — é que estamos lá agora, e vamos permanecer até que a transição adequada possa ocorrer. Portanto, vamos ficar e, essencialmente, administrar o país até que uma transição correta seja possível", disse em uma coletiva de imprensa transmitida de sua residência particular no resort de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.
Trump destacou o que classificou como uma das "demonstrações mais impressionantes, eficazes e poderosas da capacidade e da competência militar americana na história dos Estados Unidos", que teria neutralizado completamente as defesas venezuelanas. Disse também que nenhum equipamento militar estadunidense foi sequer atingido e nenhum homem morto ou ferido na operação.
"Todas as capacidades militares da Venezuela foram tornadas impotentes quando os homens e mulheres de nossas Forças Armadas, trabalhando em conjunto com as forças de segurança dos Estados Unidos, capturaram Maduro no meio da noite. Estava escuro. As luzes de Caracas estavam em grande parte apagadas devido a uma certa expertise que possuímos. Estava escuro e foi letal", afirmou.
"Mas ele foi capturado junto com sua esposa, Cilia Flores, ambos agora enfrentando a Justiça americana. Maduro e Flores foram indiciados no Distrito Sul de Nova York, sob responsabilidade de Jay Clayton, por sua campanha de narcoterrorismo mortal contra os Estados Unidos e seus cidadãos", afirmou.
Pouco antes de iniciar a declaração à imprensa, Trump publicou uma suposta foto de Nicolás Maduro em que o venezuelano aparece com os olhos cobertos por óculos escuros. A foto foi postada por Trump em sua rede Truth Social, com a descrição de que Maduro estaria a bordo do USS Iwo Jima, em referência ao navio militar norte-americano para o qual teria sido transferido.
Petróleo
O presidente dos EUA, que justificou a invasão com acusações de narcotráfico por parte do governo Maduro, embora sem provas, também deixou claro que o setor petrolífero venezuelano, que possui as maiores reservas conhecidas do planeta, passará a ser controlado por empresas norte-americanas. E ameaçou com uma segunda onda de ataques caso haja resistência do país.
"Como todos sabem, o setor de petróleo na Venezuela foi um fracasso, um fracasso total por um longo período. Eles estavam produzindo quase nada em comparação com o que poderiam estar produzindo e com o que poderia ter acontecido. Vamos levar nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo — para investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura gravemente danificada, a infraestrutura de petróleo, e começar a gerar dinheiro para o país", disse.
"E estamos prontos para lançar um segundo ataque, muito maior, se for necessário. Estávamos preparados para realizar uma segunda onda, se fosse preciso. Na verdade, presumíamos que uma segunda onda seria necessária, mas agora provavelmente não será."
*Declarações pelo mundo:
Aliados de Maduro.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel classificou a operação como "ataque criminal" e "terrorismo de Estado", exigindo resposta internacional urgente> A Rússia, via Ministério das Relações Exteriores, condenou o "ato de agressão armada" contra a Venezuela, chamando as justificativas dos EUA de insustentáveis. O Irã repudiou a ação como violação flagrante da Carta da ONU e d soberania venezuelana.
Respostas na Europa e Outros
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, expressou preocupação e pediu desescalada com respeito ao direito internacional e à Carta da ONU. A alta representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, conversou com o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio, enfatizando transição pacífica e legalidade. Ministros venezuelanos e o ministro da Defesa Vladimir Padrino Lópes condenaram a operação como violação á Carta da ONU, declarando estado de emergência.
A União Europeia reagiu com apelos por moderação e respeito ao direito internacional após os ataques dos EUA e a captura de Nicolás Maduro, equilibrando críticas ao regime de Maduro com preocupação sobre métodos militares. A OTAN, como aliança liderada pelos EUA, não emitiu condenação formal, focando em apoio tácito à ação de seu principal membro, sem declarações oficiais destacadas até o momento.
+ da União Europeia:
Kaja Kallas, afirmou ainda que "a UE consistentemente declarou que Maduro carece de letimidade e defendeu transição pacífica", mas enfatizou: "Em todas as situações, o direito internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados. Apelamos por contenção" após conversa com Marco Rubio. O bloco destacou a necessidade de processos inclusivos e proteção a cidadãos europeus na região.
OTAN
Não há declarações oficiais da OTAN condenando ou apoiando explicitamente a ação. Jens Stoltenberg, secretário-geral, priorizou reuniões urgente sobre tensões globais, sem menção direta à Venezuela em comunicações inicias.
Trump afirmou que o casal gostou do voo.
"Eles foram colocados em um navio, o USS Iwo Jima, para ser levado a Nova York, foram retirados da Venezuela de helicópteros, um voo agradável. Tenho certeza de que adoraram".
Fontes:
Agência Brasil - kurdistan24 - rfi
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